Alta demanda, baixa disputa

Wilian Miron

Enquanto parte expressiva das farmacêuticas se digladia por uma fatia do mercado de canetas emagrecedoras, a Roche Pharma aposta numa estratégia de avançar em mercados com alta demanda, mas com competição ainda restrita, como o de medicamentos para o Alzheimer.

A companhia suíça está animada com os avanços em estudos de uma nova droga que pretende desenvolver nos próximos anos para o tratamento da doença, o que poderá colocá-la na dianteira de um nicho ainda carente de medicamentos de alta eficácia.

Hoje os estudos estão em fase 3, isso significa que o medicamento já passou pelas etapas iniciais de desenvolvimento e está em testes clínicos avançados, antes de um pedido de aprovação regulatória.

Mas isso não significa desistir de participar do segmento de emagrecimento e diabetes tipo 2, e a companhia desenvolve sua própria molécula, que deve ter diferenciais em relação ao que tem sido vendido no mercado. “Não existe só uma caneta do mesmo jeito, não existe só uma medicação de colesterol. Eu vou conseguir várias opções. Daí eu preciso fazer a melhor opção pra cada paciente”, disse a diretora-presidente da companhia no Brasil, Lorice Scalise.

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