Wilian Miron
O contexto geral após o cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência da República, na noite desta quinta-feira,1º, foi lido por pessoas do governo como amplamente favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A visão otimista leva em consideração alguns elementos: ao trocar o debate com adversários por um podcast, Lula conseguiu passar recados sobre realizações de sua gestão, sem ser confrontado pelos adversários; o petista alcançou grande audiência superando 11 milhões de visualizações.
Mas a cereja do bolo quem entregou mesmo foi o adversário. Flávio Bolsonaro cancelou de última hora sua participação no debate, após a Renan Santos obter na Justiça o direito de participar do programa da TV Globo. Isso fez colar nele a imagem de medroso e arrefeceu a impressão negativa que a ausência no debate tria causado à imagem de Lula.
Em evento realizado nesta sexta, 2, pela Hemobrás, participantes comentavam sobre o resultado da entrevista, e pessoas mais próximas ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, viam como amplamente positivo o balanço.
Já Padilha, ao ser questionado sobre as eleições, adotou um tom otimista, mas cauteloso, ao declarar que “estamos preparados para qualquer cenário, de primeiro e de segundo turno”.
Ele avaliou, ainda, que a entrevista permitiu que Lula mostrasse ao eleitor as ações realizadas pelo governo na área da saúde. “Estou confiante no julgamento do povo brasileiro, na avaliação do povo brasileiro”, afirmou Padilha. Para o ministro, à medida que a campanha aborde temas relacionados à vida da população, o eleitor terá mais elementos para comparar as propostas dos candidatos.
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